Alguém confiou em você o diagnóstico. Isso é grande — e o que você fizer nos próximos dias importa mais do que qualquer discurso.
O que ajuda
- Ouvir sem consertar. Na maior parte das vezes a pessoa quer companhia, não conselho.
- Lembrar do que é fato: tratamento de um comprimido por dia, vida normal, indetectável não transmite.
- Oferecer coisa concreta: ir junto na consulta, buscar exame, almoçar como sempre.
- Manter sigilo absoluto. O diagnóstico é dele para contar, não seu.
O que atrapalha
- Perguntar “como você pegou” ou “de quem”.
- Falar em tom de tragédia ou de sentença.
- Mudar o convívio: separar copo, evitar abraço, tratar diferente.
Convívio não transmite HIV
Beijo, abraço, talher, copo, banheiro, piscina, suor e saliva nunca transmitiram HIV. A transmissão é por via sexual, sangue e vertical. Nada muda na convivência.
🎥 Falo sobre estigma neste vídeo:
E se vocês transaram?
Aí é diferente: vale testar. Se a exposição foi nas últimas 72 horas, procure serviço de PEP com urgência. Se foi antes disso, faça o teste respeitando a janela — teste de quarta geração com 30 dias e repetição com 90.
Como é a consulta comigo
Sou infectologista em São Paulo (Itaim Bibi), com telemedicina para todo o Brasil. Consulta longa, sem julgamento sobre a sua vida sexual, com exames pedidos no mesmo dia e retorno para explicar cada resultado.
Atendimento exclusivamente particular.
Testar com acompanhamento médico
Perguntas frequentes
Preciso testar por ter dividido a casa com ele? Não. Convívio não transmite.
Posso contar para outro amigo em comum? Não sem autorização dele.
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Página do tema: HIV: diagnóstico e tratamento
Sobre o autor
Dr. Klinger Faico — Infectologista. CRM-SP 203431 · RQE 104115. Professor Adjunto da UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Título de especialista em Infectologia Hospitalar pela SBI. Consultório: Rua Joaquim Floriano, 820 – Itaim Bibi, São Paulo. Telemedicina para todo o Brasil.


