Quase tudo o que você aprendeu sobre HIV na escola está desatualizado. Hoje existe remédio para não pegar, teste que dá resultado em 30 minutos, tratamento com um comprimido por dia e a certeza científica de que quem trata não transmite. Este é o mapa completo — sem drama e sem eufemismo.
Prevenção: o que existe hoje
- PrEP: remédio tomado antes da exposição, diária, sob demanda ou injetável. Reduz o risco de infecção em mais de 95% quando bem usada.
- PEP: começa em até 72 horas depois de uma exposição e dura 28 dias. Quanto mais cedo, melhor — o ideal é nas primeiras 2 horas.
- Camisinha: continua sendo a única que cobre HIV e boa parte das outras ISTs de uma vez.
- Tratamento como prevenção: quem vive com HIV e está indetectável não transmite por via sexual.
- Vacinas e doxiPEP completam o pacote contra as outras infecções.
🎥 Explico a PrEP em dois minutos e meio:
Diagnóstico: teste, janela e confirmação
O teste rápido de quarta geração detecta a infecção a partir de mais ou menos 2 a 4 semanas na maioria das pessoas; a janela é considerada encerrada com 30 dias para o teste de laboratório e 90 dias para os testes rápidos mais simples. Um teste reagente sempre precisa de confirmação, com outro teste de metodologia diferente ou carga viral.
Sintomas de infecção aguda — febre, íngua, dor de garganta, manchas — aparecem em boa parte das pessoas 2 a 4 semanas depois da exposição, mas a ausência deles não descarta nada.
Tratamento: um comprimido por dia
O tratamento atual costuma ser um único comprimido combinado, geralmente com dolutegravir, tomado uma vez ao dia. A carga viral cai rápido e a maioria das pessoas fica indetectável em 1 a 3 meses. O tratamento é para a vida toda, é gratuito no SUS e a expectativa de vida de quem trata cedo é praticamente igual à de quem não tem HIV.
Já existem esquemas injetáveis de aplicação a cada 2 meses para casos selecionados.
Indetectável = intransmissível
Com carga viral indetectável por pelo menos 6 meses e tratamento em dia, não há transmissão sexual do HIV. Isso não é opinião nem otimismo: são estudos grandes com milhares de casais, sem um único caso de transmissão.
O que mudou no acompanhamento
Consulta a cada 6 meses quando está tudo estável, carga viral e CD4 de rotina, rastreio de IST, avaliação de rim, fígado, colesterol e saúde mental. O foco saiu do vírus e foi para a vida inteira da pessoa.
Como é a consulta comigo
Sou infectologista em São Paulo (Itaim Bibi), com telemedicina para todo o Brasil. Consulta longa, sem julgamento sobre a sua vida sexual, com exames pedidos no mesmo dia e retorno para explicar cada resultado.
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Perguntas frequentes
HIV tem cura? Ainda não. Tem controle completo, com vida normal e sem transmissão.
Preciso contar no trabalho? Não. O diagnóstico é seu e é protegido por sigilo.
Posso ter filhos? Pode, com risco de transmissão praticamente nulo quando o tratamento está em dia.
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Página do tema: HIV: diagnóstico e tratamento
Sobre o autor
Dr. Klinger Faico — Infectologista. CRM-SP 203431 · RQE 104115. Professor Adjunto da UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Título de especialista em Infectologia Hospitalar pela SBI. Consultório: Rua Joaquim Floriano, 820 – Itaim Bibi, São Paulo. Telemedicina para todo o Brasil.


