No Brasil, viver com saúde sexual é um direito de todas as pessoas. No entanto, o aumento dos casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), incluindo o HIV, ainda é um grande desafio. Vi, em muitas situações, o impacto dessas doenças em consultas, rodas de conversa e pesquisas. Por isso, decidi compartilhar informações atualizadas e práticas para ajudar quem quer se proteger de ISTs e HIV.
Prevenção é atitude de cuidado consigo mesmo e com quem você gosta.
Neste guia completo, reúno tudo que aprendi e vivenciei sobre estratégias de prevenção. Desde métodos clássicos, como camisinha masculina e feminina, até recursos mais recentes, como PrEP e PEP. Também trago orientações sobre vacinação, distribuição gratuita de insumos e informações do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde. Se você deseja mais autonomia para decidir sobre sua vida sexual ou busca orientação para amigos e familiares, este texto é para você.
O que são ISTs e por que a prevenção é tão relevante
As ISTs são infecções causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos, transmitidas principalmente por contato sexual sem proteção. HIV, sífilis, gonorreia, clamídia, herpes genital, HPV e hepatites B e C fazem parte desse grupo. Algumas evoluem silenciosas, o que dificulta o diagnóstico precoce.
Segundo o Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde mais recente, o Brasil ainda lida com:
- Um crescimento de novos casos de sífilis em jovens e adultos
- Manutenção de novos diagnósticos de HIV, especialmente entre pessoas de 20 a 34 anos
- Baixa procura por vacinação contra HPV em adolescentes e hepatite B em adultos jovens
Na minha experiência em consultório e projetos educativos, percebo que a falta de informação sobre prevenção ainda é uma barreira para muitas pessoas. Quando se conhece as opções de proteção, o medo diminui. A atitude muda. O cuidado se fortalece.
Como ocorre a transmissão das ISTs e do HIV
Entender a transmissão das infecções sexualmente transmissíveis é um passo básico para saber como se proteger. As formas mais comuns são:
- Penetração vaginal, anal ou oral sem uso de preservativo (camisinha), independente da identidade de gênero
- Compartilhamento de agulhas, seringas e objetos cortantes
- Contato com sangue ou fluidos de uma pessoa infectada
- Transmissão vertical, da gestante para o bebê durante gravidez, parto ou amamentação
No caso do HIV, a transmissão acontece principalmente pelo sexo sem proteção, mas também pode ocorrer por uso compartilhado de instrumentos perfurantes e pelo contato com sangue contaminado. Existem formas de prevenção em todas essas situações.
A importância da camisinha na prevenção das ISTs e do HIV
Quando falo sobre prevenção das ISTs e do HIV, a camisinha sempre aparece como estrela do tema. E não é à toa. A camisinha protege de muitas infecções durante relações vaginais, anais e orais.
Como usar a camisinha masculina
Apesar de parecer simples, sei que questões práticas geram muitas dúvidas. O uso correto faz diferença entre segurança e risco:
- Verifique o prazo de validade e se a embalagem está intacta.
- Abra delicadamente, longe de anéis ou unhas afiadas.
- Pince a ponta reservatório e coloque sobre o pênis ereto, antes de qualquer contato genital.
- Desenrole até a base.
- Após a relação, retire ainda ereto, segurando pela base, e descarte no lixo.
Se usar lubrificante, escolha o à base de água. Produtos à base de óleo podem danificar o preservativo.
Uso correto da camisinha feminina (interna)
A camisinha interna é uma excelente alternativa, especialmente para quem busca autonomia sobre a proteção. Ela se adapta ao canal vaginal ou ao canal anal:
- Verifique validade e integridade da embalagem.
- Com as mãos limpas, aperte o anel interno e insira até o fundo do canal vaginal ou anal.
- Deixe o anel externo do lado de fora, cobrindo a entrada.
- No término, gire levemente para prender o conteúdo, retire e descarte.
Muitas pessoas relatam que, com prática, a camisinha interna oferece conforto e proteção equivalente à masculina.
Dicas e curiosidades sobre o uso das camisinhas
- O SUS oferece preservativos masculinos e internos gratuitamente em Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e farmácias populares.
- Lubrificantes à base de água também são distribuídos, o que diminui o risco de machucados durante o sexo.
- Misturar preservativos masculino e feminino na mesma relação não aumenta a proteção e pode provocar rompimento.
A camisinha é o único método de barreira que protege amplamente contra várias ISTs, inclusive HIV, sífilis e gonorreia.
Profilaxia pré e pós-exposição: o que são PrEP e PEP?
Nos últimos anos, novas estratégias chegaram para ampliar a prevenção do HIV, principalmente em grupos de risco elevado ou em situações inesperadas. PrEP e PEP são siglas cada vez mais discutidas, ainda despertam muitas dúvidas.
O que é a PrEP?
A Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) é um método em que a pessoa, mesmo não tendo HIV, usa um medicamento diariamente para prevenir a infecção antes de possíveis exposições. É indicada para quem mantém relações sexuais com frequência e sente risco aumentado, seja pela dificuldade de negociar o uso de camisinha, histórico de ISTs ou parceiros sorodiferentes (quando um vive com HIV e o outro não).
PrEP reduz significativamente o risco de adquirir HIV se usada corretamente, mas não substitui o uso da camisinha para outras ISTs.
Caso queira saber mais detalhes sobre critérios, funcionamento da PrEP e mitos envolvendo esse método, recomendo a leitura deste conteúdo: Quem pode usar a PrEP.
Como funciona a PEP?
A Profilaxia Pós-Exposição (PEP) serve para situações em que houve um contato inesperado ou acidental com risco para o HIV, seja por rompimento da camisinha, violência sexual ou contato com instrumentos perfurantes. É um tratamento de 28 dias, iniciado o mais rápido possível (preferencialmente nas primeiras 2 horas e limite de até 72 horas após a exposição).
A PEP reduz o risco de infecção pelo HIV após uma situação de exposição.
Para orientações detalhadas sobre indicação, onde buscar PEP e o que esperar, recomendo a leitura: O que é PEP: profilaxia pós-exposição.
Qual a diferença entre PrEP e PEP?
- PrEP é preventiva e diária, voltada para antes da exposição ao HIV. É um cuidado contínuo.
- PEP é emergencial e deve ser iniciada após um possível contato de risco, por tempo determinado.
Vacinação como proteção contra ISTs: HPV e hepatite B
Muitas pessoas ainda desconhecem que é possível se prevenir de certas ISTs por meio da vacinação. Segundo o Ministério da Saúde, toda pessoa tem direito à imunização gratuita pelo SUS para dois grandes causadores de doenças: o HPV e a hepatite B.
Vacina contra HPV: quem deve tomar?
A infecção pelo papilomavírus humano (HPV) pode causar verrugas genitais e câncer de colo do útero, ânus, pênis e garganta. A vacina contra HPV é recomendada na adolescência, mas adultos jovens ainda podem se beneficiar:
- Meninos e meninas de 9 a 14 anos (rotina)
- Pessoas imunossuprimidas de 9 a 45 anos (HIV, transplantados, pacientes oncológicos)
A vacina é oferecida gratuitamente no SUS, em esquema de duas doses.
Vacina contra hepatite B: quem está protegido?
A hepatite B é uma IST silenciosa, mas pode evoluir para cirrose e câncer. Felizmente, a vacina é segura e disponível para todas as idades:
- Todas as crianças (esquema rotineiro)
- Adultos não vacinados ou com esquema incompleto, independente da idade
- Pessoas em situação de risco elevado (parceiros sorodiferentes, profissionais da saúde, usuários de drogas, pessoas privadas de liberdade)
O esquema inclui três doses, aplicadas em UBS.
A vacinação é uma forma segura, eficaz e gratuita de proteger-se contra doenças graves transmitidas sexualmente.
Distribuição gratuita de insumos no SUS e Disque Saúde 136
No Brasil, o direito à saúde sexual inclui o acesso facilitado a preservativos, lubrificantes e vacinas. Fico feliz de relatar que o SUS mantém distribuição ampla desses recursos em todo o território nacional.
É possível retirar preservativos masculinos e internos, além de sachês de lubrificante, em qualquer Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e farmácias populares. Não é necessário apresentar documento ou justificativa, basta procurar o balcão de atendimento.
- Pessoas de todas as idades e gêneros podem acessar os insumos de maneira confidencial
- Em campanhas nacionais, há distribuição especial durante grandes eventos (Carnaval, festas, etc.)
Se tiver dúvidas sobre onde encontrar esses recursos ou vacinação, recomendo o Disque Saúde 136, um canal nacional, anônimo e direto para informações sobre saúde sexual e infecções sexualmente transmissíveis.
Exames periódicos: testagem e acompanhamento são parte da prevenção
Prevenir ISTs não é só evitar o contato. Testar-se periodicamente é um cuidado consigo e com outras pessoas, principalmente para infecções que podem não apresentar sintomas. Assim, caso alguma IST seja diagnosticada, é possível iniciar rapidamente o tratamento e evitar complicações.
O SUS oferece testagem gratuita para HIV, sífilis e hepatites B e C. Os exames são rápidos, seguros e sigilosos. O acolhimento inclui conversa, escuta e orientações sobre prevenção, tratamento e direitos.
- Testes rápidos podem estar disponíveis em UBS, CTA ou em ações itinerantes, como em praças e eventos
- O exame de HIV não exige preparo específico e resulta em menos de 30 minutos
- Em caso positivo, toda pessoa tem direito ao acompanhamento completo
Testar-se é um ato de autocuidado que desmonta preconceitos e contribui para interromper a cadeia de transmissão das ISTs.
Redução de danos e prevenção combinada: escolhas múltiplas a favor da saúde
A prevenção não é igual para todos. Cada pessoa tem trajetórias, desejos e necessidades diferentes. Por isso, a estratégia mais indicada é conhecida como “prevenção combinada”. Ela reúne diferentes métodos conforme a realidade e preferências de cada um.
Principais componentes da prevenção combinada
- Uso de camisinha em todas as relações, seja vaginal, anal ou oral
- PrEP para quem tem exposição frequente e quer proteção extra contra HIV
- PEP em situações de emergência
- Vacinação contra HPV e hepatite B
- Testagem periódica e acompanhamento médico regular
- Redução de danos (exemplo: não compartilhar seringas e piercings, higienizar brinquedos sexuais)
A prevenção combinada amplia opções e dá autonomia para escolher como se proteger em cada contexto de vida e relação.
Se você quer se aprofundar em prevenção em infectologia, recomendo o guia atualizado: Profilaxia em infectologia: prevenção de doenças infecciosas.
Situações especiais: prevenção em gestantes, adolescentes e populações vulneráveis
Em grupos específicos, a prevenção pode envolver adaptações extras:
- Gestantes: acompanhamento pré-natal com testagem para todas as ISTs. Tratamento oportuno evita a transmissão para o bebê.
- Adolescentes: além do acesso à vacina do HPV, devem ser orientados sobre uso correto da camisinha antes do início da vida sexual. O diálogo aberto previne medos e mitos.
- Pessoas trans, homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, população privada de liberdade: o cuidado parte do respeito às especificidades de cada um. Serviços públicos devem garantir acolhimento e insumos adequados a esses grupos.
O Ministério da Saúde incentiva, ainda, a educação sexual em escolas, a formação de profissionais para abordagem acolhedora e campanhas para diminuir o estigma das ISTs na sociedade.
Como conversar sobre prevenção com parceiros e parceiras
Em muitos atendimentos, escuto relatos de desafios para negociar proteção, principalmente em relações novas ou duradouras. O diálogo respeitoso é um ato de intimidade:
- Fale de autocuidado, evitando tom de desconfiança ou acusação
- Compartilhe informações sobre prevenção, como benefícios da camisinha ou PrEP
- Combine como usar insumos de forma prazerosa (experimentar marcas, usar lubrificante, alternar posições)
- Lembre que reciprocidade e respeito sexual reforçam vínculos afetivos
Falar sobre prevenção não atrapalha o desejo, fortalece confiança.
Avaliação de riscos: como decidir qual prevenção escolher?
Muitas pessoas me perguntam: “Qual prevenção é melhor?”. Sempre respondo que depende. Cada situação merece uma análise cuidadosa, pois riscos mudam conforme práticas sexuais, número de parceiros, uso ou não de substâncias, histórico de ISTs e contexto social.
Compartilho exemplos de perguntas que costumo fazer em consultas e que você pode considerar em casa:
- Tenho parceiros fixos ou múltiplos?
- Consigo conversar abertamente sobre prevenção?
- Já tive alguma IST? Quando foi meu último exame?
- Quero engravidar? Como conciliar prevenção e fertilidade?
- Participo de redes de encontros por aplicativos ou em festas?
De acordo com as respostas, a combinação de métodos pode ser personalizada. Em casos de dúvidas, procure aconselhamento profissional e, se preciso, ligue para o Disque Saúde 136.
Desmistificando mitos sobre ISTs e HIV
Apesar das informações cada vez mais acessíveis, mitos ainda circulam sobre as formas de transmissão e prevenção. Me deparo frequentemente com situações em que preconceitos dificultam atitudes de cuidado. Selecionei algumas desinformações comuns para ajudar a clarificar:
- “Camisinha diminui muito o prazer.” Falso. Usar lubrificante à base de água e experimentar diferentes marcas pode melhorar a sensação.
- “Prevenção é só para quem tem muitos parceiros.” Errado. Qualquer pessoa sexualmente ativa pode se expor a ISTs, mesmo com parceiro fixo.
- “Se a pessoa tem boa aparência não tem IST.” Não existe aparência característica. Muitas ISTs evoluem sem sintomas.
- “Já tomei vacina da hepatite B, estou livre de todas as ISTs.” A vacina protege somente contra a hepatite B; outras infecções exigem métodos adicionais.
- “Teste de HIV é obrigatório e só serve quando há suspeita.” O teste é voluntário, confidencial e recomendado periodicamente mesmo sem sintomas ou suspeitas.
Se quiser ampliar seu olhar sobre sinais, diagnóstico e tipos de ISTs, recomendo o artigo: IST: sinais, tipos, diagnóstico e prevenção.
Sintomas e sinais: como identificar ISTs
Os sinais das ISTs podem variar muito, e é comum que passem despercebidos ou sejam confundidos com outros problemas de saúde. Alguns sintomas frequentes incluem:
- Corrimento vaginal, peniano ou anal de cor ou cheiro incomum
- Feridas, úlceras ou verrugas na região genital, anal ou boca
- Coceira, vermelhidão e dor
- Dor ou ardência ao urinar
- Ínguas na virilha
Muitas ISTs podem não apresentar qualquer sintoma por meses ou até anos, facilitando a transmissão sem consciência da infecção.
Diante de qualquer suspeita, evite relações sexuais e busque acolhimento em uma UBS ou CTA para avaliação e tratamento precoce.
Tratamento, adesão e recomeço: ISTs e HIV têm solução
A boa notícia é que ISTs e HIV têm tratamento. Algumas infecções, como sífilis, gonorreia e clamídia, são curáveis. Outras, como HIV e herpes, permitem controle efetivo e vida longa com acompanhamento e uso correto da medicação.
O tratamento contra ISTs é gratuito pelo SUS, assim como o acompanhamento para HIV e outras infecções crônicas. Quanto mais cedo iniciar, melhores as chances de manter saúde plena e evitar complicações.
Se o diagnóstico for HIV positivo, iniciar o tratamento antirretroviral rapidamente traz grandes benefícios. Além disso, pessoas tratadas com carga viral indetectável não transmitem o HIV em relações sexuais (conceito conhecido como “I=I”: indetectável igual a intransmissível).
Novos cenários: prevenção em festas, aplicativos e redes sociais
O cenário das relações sexuais expandiu-se para aplicativos, festas privadas, e uso de substâncias. Em pesquisa e nos relatos em consultório, vi que isso traz desafios extras para prevenção:
- Planeje sua proteção antes de eventos, levando camisinhas e lubrificantes
- Se for usar álcool ou outras substâncias, mantenha foco no consentimento e em não perder o controle do uso de insumos
- Dialogar por mensagens sobre prevenção pode ser estratégia inicial de cuidado coletivo
Prevenção é, acima de tudo, compromisso com o próprio bem-estar e de quem compartilha sua intimidade.
Onde encontrar informações seguras e ajuda
Além deste guia, reafirmo a importância de buscar fontes confiáveis para tomada de decisões. O Disque Saúde 136 responde dúvidas sobre locais de testagem, distribuição de insumos, vacinação e serviços especializados. Também presta apoio emocional e informações sobre prevenção, atendimento urgente de PEP, situações de violência sexual e muito mais.
Buscar informação de qualidade salva vidas.
Resumo: principais medidas de proteção contra ISTs e HIV
- Use preservativo masculino ou interno em todas as relações vaginais, anais e orais.
- Considere a PrEP em situações de risco para HIV e a PEP após exposições inesperadas.
- Vacine-se contra HPV (adolescentes, imunossuprimidos) e hepatite B (todas as idades).
- Retire camisinhas e lubrificantes gratuitamente em UBS, CTA e farmácias populares.
- Realize testagem regular, mesmo sem sintomas, para HIV, sífilis e hepatites.
- Converse abertamente sobre prevenção com parceiros e parceiras.
- Procure atendimento imediato em caso de sintomas ou dúvidas.
- Utilize o Disque Saúde 136 para localizar serviços e receber orientação.
Para informações mais aprofundadas sobre prevenção, diagnóstico e atualizações, recomendo conhecer também o conteúdo: HIV: prevenção, diagnóstico e tratamento.
Conclusão
Ao longo da minha trajetória, percebi que falar sobre prevenção de ISTs e HIV é, acima de tudo, promover liberdade, responsabilidade e autocuidado. O Brasil dispõe de recursos públicos, acolhimento humanizado e múltiplas opções para proteger-se e proteger as pessoas ao seu redor.
Praticar a prevenção é mais do que usar um método. É conhecer o próprio corpo, dialogar sem preconceitos e buscar informação confiável. As estratégias combinadas ampliam escolhas e transformam o medo em atitude.
Se precisar, procure apoio profissional, tire dúvidas no Disque Saúde 136, e, acima de tudo, cuide da sua saúde sexual com autonomia e respeito. A prevenção depende de cada escolha, e o cuidado consigo mesmo é sempre possível.
Perguntas frequentes sobre prevenção de ISTs e HIV
Como evitar pegar ISTs e HIV?
Para evitar ISTs e HIV, use camisinha em todas as relações sexuais (vaginal, anal e oral), vacine-se contra HPV e hepatite B, faça testagem regular e, se estiver em situação de risco frequente, informe-se sobre PrEP e PEP. Não compartilhe objetos cortantes, agulhas, ou seringas. Converse abertamente sobre prevenção e, em caso de dúvidas, busque orientação em serviços de saúde.
Quais métodos previnem HIV e ISTs?
Os principais métodos de prevenção são: uso correto da camisinha masculina ou interna, PrEP (profilaxia pré-exposição), PEP (profilaxia pós-exposição), vacinação (contra HPV e hepatite B), testagem regular e redução de danos. A combinação dessas estratégias aumenta a proteção.
Onde fazer teste de HIV gratuitamente?
No Brasil, o teste de HIV é gratuito nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em campanhas itinerantes do SUS. Não é necessário encaminhamento, basta solicitar o exame. O atendimento é sigiloso e humanizado.
Existe vacina contra ISTs e HIV?
Há vacinas eficazes contra HPV e hepatite B, disponíveis gratuitamente no SUS, mas ainda não existe vacina contra o HIV. Para HIV, recomenda-se métodos como PrEP, PEP e uso da camisinha para prevenção.
Quanto custa tratamento para ISTs e HIV?
O tratamento para ISTs e HIV é totalmente gratuito pelo SUS, incluindo consultas, medicação, exames de acompanhamento e insumos necessários. O acesso é universal e independe da condição socioeconômica.







