A sífilis é uma doença nova? A origem que ainda divide os pesquisadores

Não é nova, mas também não se sabe exatamente quão antiga. A origem da sífilis é uma das disputas mais antigas da medicina — e continua sem desfecho.

As duas hipóteses

  • Colombiana: o treponema veio das Américas para a Europa com as viagens do fim do século XV, o que explicaria a epidemia explosiva de 1495 em Nápoles.
  • Pré-colombiana: o treponema já circulava no Velho Mundo, em forma menos agressiva, e teria sido confundido com outras doenças de pele — como a lepra.

O que as evidências mostram

Achados em ossos antigos com lesões compatíveis existem dos dois lados do Atlântico, e a datação é sempre discutível. Estudos genéticos do treponema e de suas subespécies (que causam bouba e outras treponematoses) vêm sendo usados para reconstruir essa árvore — e apontam relações complexas, com resultados que ainda não fecharam a questão. Não há consenso.

Por que a resposta importa pouco na clínica

Do ponto de vista prático, muda nada: o diagnóstico é sorológico e o tratamento é penicilina. O que a história ensina é outra coisa — cada país batizou a doença com o nome do vizinho, e essa lógica de culpar o outro atravessou séculos e chegou intacta ao estigma de hoje.

O que é realmente novo

O ressurgimento. Depois de décadas em queda com a penicilina, os casos voltaram a crescer no Brasil e no mundo desde os anos 2010 — e esse, sim, é um problema contemporâneo, com solução conhecida: testar, tratar e tratar o parceiro.

Como é a consulta comigo

Sou infectologista em São Paulo (Itaim Bibi), com telemedicina para todo o Brasil. Interpreto exames de sífilis, defino a fase, prescrevo o esquema de penicilina correto e acompanho o VDRL de controle até a confirmação de cura.

Atendimento exclusivamente particular.

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Perguntas frequentes

A sífilis mudou de comportamento ao longo dos séculos? Relatos antigos descrevem quadros mais agressivos, o que pode refletir mudança do vírus, do hospedeiro ou da própria descrição médica da época.

Existe vacina? Não; a prevenção é camisinha, testagem, tratamento e doxiPEP para quem tem indicação.

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Sobre o autor
Dr. Klinger Faico — Infectologista. CRM-SP 203431 · RQE 104115. Professor Adjunto da UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Título de especialista em Infectologia Hospitalar pela SBI. Consultório: Rua Joaquim Floriano, 820 – Itaim Bibi, São Paulo. Telemedicina para todo o Brasil.