Transmite, sim — e essa é a via em que a sífilis mais passa despercebida, porque a lesão fica onde ninguém olha e não dói.
Por que o risco é maior
- A mucosa anal é fina e sofre microfissuras com facilidade.
- O cancro anal ou retal é indolor e some sozinho — a pessoa acha que era hemorroida ou fissura.
- A presença de sífilis aumenta o risco de adquirir HIV na mesma prática.
Sinais para observar
- Ferida, úlcera ou “rachadura” que não dói, na região anal.
- Sangramento leve ao evacuar, sem hemorroida conhecida.
- Íngua endurecida na virilha.
- Semanas depois: manchas no corpo, incluindo palmas e plantas, febre e queda de cabelo.
O que fazer
VDRL e teste treponêmico ao menor sinal, e a cada 3 meses de rotina se você tem múltiplos parceiros. Vale pedir também gonorreia e clamídia anal por PCR — as três costumam andar juntas.
Como reduzir o risco
Camisinha e lubrificante (menos fissura, menos porta de entrada), doxiPEP em quem tem indicação, e PrEP para o HIV, que anda na mesma via.
Como é a consulta comigo
Sou infectologista em São Paulo (Itaim Bibi), com telemedicina para todo o Brasil. Interpreto os exames antigos e novos, defino a fase da sífilis, prescrevo o esquema certo de penicilina e monto o calendário de VDRL de controle — além de orientar o parceiro.
Atendimento exclusivamente particular.
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Perguntas frequentes
Só o receptivo tem risco? Não. Quem penetra também adquire, pelo contato com lesões.
Hemorroida pode ser sífilis? Lesão anal que não dói e não some merece exame.
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Página do tema: HIV, ISTs e saúde sexual
Sobre o autor
Dr. Klinger Faico — Infectologista. CRM-SP 203431 · RQE 104115. Professor Adjunto da UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Título de especialista em Infectologia Hospitalar pela SBI. Consultório: Rua Joaquim Floriano, 820 – Itaim Bibi, São Paulo. Telemedicina para todo o Brasil.


